Em nosso último mergulho na Retrospectiva de Diálogos em 2023, conduziremos nossa reflexão até os quatro primeiros meses deste ano. Embora cronologicamente distantes deste fim de ano, esses momentos revelam-se entrelaçados com tudo o que construímos até aqui.

O mês de abril foi marcado por uma série de eventos inspiradores. Trouxemos ao centro do debate o livro “Abordagens Participativas na Educação Infantil”, de Bruna Ribeiro. Os leitores puderam encontrar, pela primeira vez, reunidas em uma única obra, conhecimentos sobre diferentes experiências pedagógicas participativas, por um viés pouco explorado – e até inédito – no Brasil. Tivemos a inauguração da mostra “O corpo é uma cidade de memórias” e encontros significativos com Bruna Ribeiro e Leila Oliveira. A vivência internacional na Argentina, conhecendo o Colégio Aletheia, trouxe novas perspectivas educacionais. As ações formativas, incluindo palestras de Denise Tonello sobre o uso do portfólio, enriqueceram o repertório pedagógico. À medida que recebemos visitantes em nossa casa e nos conectamos com diversas redes educacionais, a Diálogos segue sendo um espaço de inspiração e aprendizado.

Em março, embalamos o Batuque: conversas com Stela Barbieri e visitamos Curitiba, um destino inédito em nossas viagens pedagógicas. Durante a jornada, exploramos quatro distintos espaços educativos: Colégio Umbrella, Escola Parlenda, Peixinho Dourado e Escola Aurora. Cada instituição, em diferentes estágios de transformação pedagógica, mantinha sua identidade e história, compartilhando um novo olhar sobre a infância, onde as crianças desempenham um papel central no processo de aprendizagem.

Falando em participação e protagonismo, em fevereiro embalamos o livro Gestão Democrática, de Márcia Covelo e seguimos para uma viagem inesquecível com educadores: Bali. Por lá, aprendemos que a essência do ensino não reside apenas no que sabemos, mas, fundamentalmente, no que somos. A transformação na educação começa intrinsecamente, na viagem interior que empreendemos dentro de nós mesmos. 

A ação educativa, especialmente com as crianças, é uma manifestação do que nos tornamos ao longo da vida. Nossa sensibilidade, moldada por experiências como leituras, filmes, abraços e lágrimas, tem o poder de modificar o mundo ao nosso redor. A educação é a costura entre o que carregamos internamente e o que o mundo nos oferece. Deslocamentos, sejam reflexivos ou físicos, promovem transformações na visão e percepção. Viver a infância é um deslocamento corajoso, um mergulho nas próprias incertezas. A experiência em Bali, oferecida pela Diálogos aos educadores, não apenas desafiou certezas, mas também cultivou originalidade, autoria e uma reflexão profunda sobre o caminho percorrido na educação.

Terminando o ano nesta retrospectiva, em janeiro, tivemos duas publicações embaladas: O Balanço de Chita e Construir é mais fácil que desenhar. O ano só estava começando, mas sentíamos que seria um ano de boas surpresas. À medida que nos despedimos de 2023 e fechamos este ciclo, relembramos as experiências enriquecedoras que marcaram cada página da Diálogos ao longo do ano. Conexões foram estabelecidas, conhecimentos foram compartilhados. Em meio a encontros, abraços, risadas e aprendizados, o ano se despede deixando memórias e fundamentos para 2024. No próximo ano, estaremos pensando justamente no que é fundamental.

Nos lançamos em 2024, vislumbramos novas oportunidades para expandir horizontes e aprofundar ainda mais nosso compromisso com a educação transformadora. Estamos prontos para abraçar as novidades que nos reserva, continuando a trilhar caminhos que desafiam, inspiram e nos elevam. 

Fechamos este capítulo, ansiosos por abrir as páginas do próximo.

Vamos escrever essa história juntos?